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Trevisan diz que reforma
tributária sai este ano
Administradores - 07/04/2008
Ricardo Viveiros & Associados
A Amcham (Câmara de Comércio Americana)
promoveu na última sexta-feira (4/04), um debate sobre
a proposta de reforma tributária do governo federal,
que foi recentemente aprovada pela Comissão de Constituição
e Justiça da Câmara dos Deputados. Entre os presentes
estava Antoninho Marmo Trevisan, presidente das empresas Trevisan
e da BDO Trevisan e integrante do Conselho de Desenvolvimento
Econômico e Social (CDES) da Presidência da República.
Para ele, a proposta de Reforma Tributária do governo
federal tem chances de ser aprovada ainda em 2008.
Trevisan confirmou a importância dos ajustes
no texto da reforma para acelerar o processo de aprovação
entre Câmara e Senado. “A maior parte dos ajustes
deve ficar concentrada na Câmara, porque, ao chegar
ao Senado, haverá maior fluidez”, diz. Para ele,
tudo está acontecendo muito rápido. “Acredito
que se o relator for o ex-ministro Antonio Palocci, a aprovação
da reforma caminhará mais rápido. Ele conhece
profundamente o projeto e também participou da última
reforma”, completa. Trevisan acredita que o projeto
tem tudo pra não ser engavetado como foi em 1999.
O projeto de reforma tributária do governo
federal, encaminhado ao Congresso no final de fevereiro, cria
o novo ICMS, com legislação única e apenas
cinco alíquotas, que vem recebendo apoio da maioria
dos governadores dos estados. Além disso, cria um IVA
(Imposto de Valor Agregado) que é composto por PIS,
Cofins e Cide (Contribuição para o Financiamento
da Seguridade Social). Para Antoninho Trevisan, o grande sonho
era a criação de um imposto único, o
IVA Federal. “Como não foi possível, ficamos
com um pedaço da idéia. Mas, se a unificação
do ICMS for aprovada, teremos dado um salto formidável”,
completa.
Antoninho Marmo Trevisan comentou também
sobre a possível tributação de grandes
fortunas, que vem sendo pauta das discussões de grandes
centrais sindicais. “Isso não tem sentido. O
acúmulo de riqueza ocorre depois de taxado, assim,
não se deve cobrar imposto novamente”, afirmou
dizendo que este tipo de tributo nasceu em momentos de pós-guerra
para consertar países atingidos. “Ora, o Brasil
não está em guerra”, concluiu.
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