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Imprensa - Notícias

Trevisan é contrário à taxação
Diário do Nordeste - 06/04/2008

Antoninho Marmo Trevisan, presidente das empresas Trevisan e da BDO Trevisan e integrante do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) da Presidência da República, afirma que a proposta de Reforma Tributária do governo federal tem chances de ser aprovada ainda em 2008. Trevisan confirma a importância dos ajustes no texto da reforma para acelerar o processo de aprovação entre Câmara e Senado. ´A maior parte dos ajustes deve ficar concentrada na Câmara, porque, ao chegar ao Senado, haverá maior fluidez´.

Para ele, tudo está acontecendo muito rápido. ´Acredito que se o relator for o ex-ministro Antonio Palocci, a aprovação da reforma caminhará mais rápido. Ele conhece profundamente o projeto e também participou da última reforma´, diz. Trevisan acredita que o projeto tem tudo pra não ser engavetado como foi em 1999.

O projeto de reforma tributária do governo federal, encaminhado ao Congresso no fim de fevereiro, cria o novo ICMS, com legislação única e apenas cinco alíquotas, que vem recebendo apoio da maioria dos governadores dos estados. Além disso, cria um IVA (Imposto de Valor Agregado) que é composto por PIS, Cofins e Cide (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social). Para Antoninho Trevisan, o grande sonho era a criação de um imposto único, o IVA Federal. ´Como não foi possível, ficamos com um pedaço da idéia. Mas, se a unificação do ICMS for aprovada, teremos dado um salto formidável´, completa.

Trevisan comenta também sobre a possível tributação de grandes fortunas, que vem sendo pauta das discussões de grandes centrais sindicais. ´Isso não tem sentido. O acúmulo de riqueza ocorre depois de taxado, assim, não se deve cobrar imposto novamente´, afirmou, dizendo que este tipo de tributo nasceu em momentos de pós-guerra para consertar países atingidos. ´O Brasil não está em guerra´, concluiu.

DESONERAÇÃO DA FOLHA - Setor de serviços terá alguns benefícios

A nova proposta de reforma do sistema tributário nacional, apesar de não reduzir significativamente a carga tributária, sinaliza com o fim da guerra fiscal entre os estados, com a cobrança do imposto no destino, e simplifica o recolhimento de alguns impostos, com a criação do IVA estadual e do IVA federal . Essa é a avaliação de Paulo Lofreta, empresário e presidente da Central Brasileira do Setor de Serviços (Cebrasse). ´Talvez, não seja a reforma que a sociedade sempre sonhou, mas pelo menos é o primeiro passo no sentido de uma mudança na estrutura tributária arcaica e burocrática vigente no Brasil´.

A boa notícia para o setor de serviços, conforme diz, é a proposta de desoneração da folha de pagamentos, com a redução do INSS pago pelas empresas e a extinção de contribuições como salário-educação e o Incra. ´O que causou grande estranheza foi a reação das Centrais Sindicais em relação à proposta de desoneração da folha de pagamentos´, comentou o empresário Paulo Lofreta.

 

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