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Salário-educação
poderá ser incorporado ao IPI, diz Trevisan
Folha de São Paulo - São Paulo - SP - 01/03/3008
O governo pode alterar a proposta de reforma
para incorporar a contribuição social do salário-educação
no IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), e não
no IVA-F (Imposto sobre o Valor Adicionado), conforme consta
no texto encaminhado anteontem ao Congresso, informou ontem
Antoninho Trevisan, membro do Conselho de Desenvolvimento
Econômico e Social da Presidência da República.
"Tudo indica que o salário-educação
vai ser somado ao IPI", disse o conselheiro, que se reuniu
ontem pela manhã com o ministro da Fazenda, Guido Mantega,
em São Paulo (SP).
Para Trevisan, a mudança deixará a cobrança
mais seletiva que arrecadatória.
"O IVA-F iria onerar todos [pelo salário-educação],
já o IPI vai capturar percentualmente a contribuição
daqueles produtos que serão taxados." A Folha
procurou o Ministério da Fazenda, mas não obteve
retorno sobre as declarações de Trevisan.
O salário-educação é uma contribuição
social com alíquota de 2,5% que incide sobre o valor
total das remunerações dos trabalhadores com
carteira assinada das empresas.
Imposto de Renda
Segundo Trevisan, o conselho apresentou anteontem ao ministro
Mantega uma proposta de redução da alíquota
máxima do IR (Imposto de Renda) de 27,5% para 25%.
"Há dez anos o imposto subiu de 25% para 27,5%
porque o país passava por um momento de crise. Nada
mais justo do que voltar ao patamar original, agora que estamos
com a economia saudável", afirmou.
Outro argumento do conselho, conforme Trevisan, é de
que a diminuição dos impostos aumentará
a arrecadação, pois trará empresas da
informalidade para a legalização.
Mas, para o conselheiro, o ponto mais difícil da reforma
tributária é a unificação das
27 alíquotas estaduais de ICMS.
"A unificação do ICMS pode ampliar entre
2% e 3% o PIB [Produto Interno Bruto], pois as empresas vão
abrir filiais em outros Estados a custos menores e intensificar
a movimentação de produtos". (MG)
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