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Wagner defende Reforma
Tributária em São Paulo
Jornal da Midia - 24/03/2008
Em almoço com 300 empresários
do Grupo de Líderes Empresariais (Lide), nesta segunda-feira
(24), em São Paulo, o governador Jaques Wagner fez
uma veemente defesa do projeto de Reforma Tributária,
em tramitação no Congresso Nacional. Foi o maior
comparecimento já registrado neste evento, segundo
seu organizador, o empresário João Dória.
O governador garantiu aos empresários que as perdas
que a Bahia vier a sofrer com a reforma poderão ser
repostas com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento
Regional e que o clima é altamente atrativo para novos
investimentos no estado.
Wagner fez uma ampla exposição
da Agenda de Desenvolvimento e dos projetos do governo da
Bahia, além de responder a várias perguntas.
O governador destacou que os empresários
não ganham com a guerra fiscal, pois hoje existem muitas
ações no Supremo Tribunal Federal que podem
transformar em perdas irreversíveis os ganhos obtidos
com as vantagens prometidas pelos estados para atrair investimentos.
Segundo Wagner, muitas das vantagens não foram aprovadas
pelo Conselho de Política Fazendária (Confaz)
e estão sendo questionadas em grande volume no judiciário.
Por esse motivo, ele defendeu uma negociação
equilibrada do projeto, permitindo um ambiente mais propício
aos novos investimentos. Na opinião do governador,
se o projeto for aprovado a tributação será
mais justa para todos.
“Guerra fiscal é prejudicial ao Governo do Estado
e também aos empresários. A briga judicial acaba
por trazer instabilidade aos investimentos e as vantagens
oferecidas podem acabar não se concretizando. É
melhor regras claras e menos impostos”, disse o governador.
Em uma das perguntas, os empresários
Antoninho Marmo Trevisan e André Franco Montoro Filho
quiseram saber se os atuais contratos na Bahia seriam mantidos.
“Sim, vamos mantê-los. Mas lembro que recebi o
Estado com R$ 280 milhões de dívidas por créditos.
Assim, a oportunidade de aprovar uma proposta que permita
o equilíbrio e a transparência nas negociações
deve ser encarada com urgência”, enfatizou Wagner.
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