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Governo já pensa
em mudanças
JORNAL DE SANTA CATARINA (Blumenau - SC) - 02/03/2008
Um dia após a apresentação
da proposta ao Congresso, ministro diz que alterações
estão nos planos
São Paulo - Um dia após a apresentação
da proposta de reforma tributária ao Congresso Nacional,
quinta-feira, algumas alterações já começam
a ser cogitadas pelo próprio governo federal. O presidente
da consultoria Trevisan, Antoninho Marmo Trevisan, membro
do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e
Social, revelou sexta-feira que o ministro da Fazenda, Guido
Mantega, analisa a possibilidade de incorporar o salário-educação
ao Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), e não
ao Imposto sobre o Valor Adicionado (IVA) federal, como propõe
o projeto.
Segundo ele, o motivo dessa mudança é diminuir
a base de incidência do IVA federal, que substituirá
a Contribuição para Financiamento da Seguridade
Social (Cofins) e o Programa de Integração Social
(PIS), que incidem sobre o faturamento das empresas, e a Contribuição
de Intervenção no Domínio Econômico
(Cide), cobrada sobre os combustíveis.
Esses tributos incidem sobre praticamente tudo que é
produzido no país, de bens a serviços. Já
a base de cálculo do IPI é mais reduzida e poderia
incorporar o salário-educação sem grandes
impactos.
Esse imposto não incide sobre serviços, produtos
destinados à exportação, energia elétrica,
combustíveis e demais derivados do petróleo,
por exemplo. Segundo Trevisan, essa alteração
poderá ser feita por meio de uma lei complementar à
proposta da reforma.
A Fiesc considera positiva a proposta
de reforma encaminhada ao Congresso Nacional pelo Ministro
da Fazenda, Guido Mantega. O presidente da entidade, Alcantaro
Corrêa, disse que o momento é oporturno.
- O risco é baixo e a inflação está
controlada.
Corrêa disse que a proposta não atende plenamente
os anseios do setor, mas já simplifica os procedimentos
administrativos.
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