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Trevisan pretende atingir
número de 100 seminários sobre nova Lei Contábil
em 2008
Paranashop - 20/03/2008
Em onze eventos, incluindo o desta terça-feira
(18/03), foram mais de 600 representantes de corporações
de médio e grande portes que participaram em São
Paulo e em outras capitais e cidades do país. Com o
objetivo de discutir a nova lei contábil 11.638/07,
a BDO Trevisan, Trevisan Escola de Negócios, Trevisan
Outsourcing e Trevisan Consultoria vêm realizando seminários
sobre os impactos da nova legislação nas corporações.
Sempre com auditórios cheios, os seminários
promovidos pela BDO Trevisan e pelas empresas Trevisan vêm
esclarecendo dúvidas sobre uma legislação
que proporcionará transparência empresarial e
deverá beneficiar setores corporativos, impactando
diretamente o mundo dos negócios. Esses reflexos, bem
como a convergência ao IFRS (International Financial
Reporting Standards) como padrão contábil brasileiro,
foram algumas das principais questões abordadas em
todos os eventos.
As disposições da nova lei societária
são bem vistas por especialistas e gerarão impactos
positivos para a economia brasileira. Entretanto, sua aplicação
exigirá profundas alterações nas práticas
contábeis. Diversas nuances e interpretações
ainda deverão ser discutidas para minimizar as divergências
subjetivas a que a lei está sujeita. Um exemplo é
a polêmica gerada pela necessidade – ou não
– de publicação do relatório contábil
(verificar se é contábil ou financeiro) anual.
Entretanto, outras perguntas, algumas ainda
sem respostas, têm sido levantadas e discutidas por
profissionais da área. Dentre elas, muitas estão
relacionadas à tributação; aos ativos
intangíveis; ao valor de ágio e deságio;
e aos procedimentos a serem adotados nos processos de combinação
de negócios não previstos pelo artigo 226 (específico
para incorporação, fusão e cisão),
principalmente no que diz respeito à avaliação
do valor de mercado das empresas adquiridas frente ao valor
adotado nos livros contábeis.
Para Antoninho Marmo Trevisan, presidente da
BDO Trevisan, uma das maiores firmas de auditoria do país,
e também presidente da Trevisan Consultoria e Outsourcing,
há anos o Brasil não tratava o balanço
como uma peça financeira. “Quando falo em impacto,
é financeiro sim. Tem impacto no dividendo, no valor
da ação, entre outros. Nós vivemos primeiro
na ditadura patrimonialista do controlador. O balanço
aqui só tinha patrimônio. Depois, a ditadura
fiscal. Agora, o mundo está vivendo a ditadura do acionista
de um dia, quando os balanços serão mais volatéis.
Temos que nos adaptar a essa nova realidade”, afirma.
Em relação aos reflexos tributários,
Carlos Alberto Caldarelli, diretor de Tributos da Trevisan
Outsourcing, informou que “os ajustes contábeis
decorrentes da nova Lei não terão efeitos tributários
no primeiro momento, mas os novos lançamentos, principalmente
aqueles que afetam as contas de resultados, que surgirão
após 1º de janeiro de 2008, terão reflexos
tributários”.
A Trevisan Escola de Negócios criou dez
MBAs que devem reciclar os profissionais de auditoria e adaptá-los
às regras da nova legislação. Antoninho
Marmo Trevisan pretende multiplicar os conhecimentos sobre
a nova lei através dos eventos. “Devemos superar
o número de 100 seminários até o final
deste ano”, conclui.
Os seminários sobre a nova lei
11.638 já aconteceram em São Paulo, Rio de Janeiro,
Curitiba, São José dos Campos, interior paulista
e ainda estão previstos em Salvador (dia 25/03) e Ribeirão
Preto, interior de São Paulo (dia 28/03).
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