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O novo capitalismo brasileiro
Isto É Dinheiro - 13/08/2008
O anuário AS MELHORES DA DINHEIRO retrata um ciclo de desenvolvimento inédito na história do Brasil, que impulsiona empresas, gera empregos e atrai um volume recorde de investimentos
AS 500 MAIORES EMPRESAS DO PAÍS FATURARAM R$ 1,4 TRILHÃO EM 2007
O AMBIENTE DE NEGÓCIOS no Brasil vive um momento singular. A estabilidade alcançada com uma política econômica consistente levou a um ritmo de crescimento que impulsiona as empresas, gera empregos e atrai cada vez mais investimentos estrangeiros. Em 2007, o PIB brasileiro cresceu 5,7% , a maior evolução em muitos anos. Projeções indicam que o ritmo seguirá intenso em 2008 - e com a inflação sob controle. Não custa lembrar: há pouco mais de uma década a alta anual de preços aproximava-se de 2.500%. O recente dinamismo da economia brasileira fez o País cair no gosto dos investidores internacionais. Recentemente, Jim O'Neil, economista-chefe do Goldman Sachs que cunhou o termo Bric (grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia e China), afirmou que as quatro nações terão as maiores economias do mundo em 2050.
"Algumas pessoas dizem que o Brasil não deveria ter sido incluído nos Brics", afirmou O'Neil. "Eu diria que, hoje, o Brasil é o melhor dos quatro." Os indicadores demonstram a vitalidade do novo capitalismo brasileiro. Em 2007, o volume de investimento estrangeiro na produção foi o maior de todos os tempos, chegando a US$ 33,7 bilhões, mais do que no auge da privatização, em 2000. O Índice Ibovespa, que reflete o desempenho dos papéis mais negociados na Bolsa de Valores de São Paulo, subiu 45%. Trata-se da segunda maior alta do mercado acionário do mundo, atrás apenas do Peru.
NO ANO PASSADO, 231 EMPRESAS BRASILEIRAS TIVERAM RECEITAS SUPERIORES A R$ 1 BILHÃ0
Uma elite corporativa tem papel crucial nesse ciclo de desenvolvimento. São as 500 maiores empresas do País, que fazem parte do anuário AS MELHORES DA DINHEIRO, o mais abrangente ranking empresarial do Brasil. A força dessas companhias pode ser traduzida em números. No ano passado, as receitas das 500 maiores totalizaram R$ 1,4 trilhão, um crescimento de 12% em relação a 2006. Entre elas, há 231 corporações que faturaram em 2007 mais de R$ 1 bilhão - no ano anterior 211 empresas superaram essa marca. Na edição de 2006, a empresa que aparecia na 500ª posição na lista tinha receitas da ordem de R$ 67,5 milhões. Esse valor é quase a metade do faturamento da 500ª colocada em 2007, o que dá a dimensão do notável avançado registrado em apenas um ano pelas maiores empresas do Brasil.
"Não à toa, o Brasil conquistou recentemente o grau de investimento das agências de classificação de risco", diz Antoninho Marmo Trevisan. Foi o Grupo Trevisan, dirigido por ele, que coordenou a realização da pesquisa. "O que torna 2007 especial é que ele superou 2006, que já havia sido fabuloso", afirma Fernando Exel, presidente da Economática Consultoria Financeira, responsável pelos dados das companhias de capital aberto. É esse Brasil pujante que está presente na quinta edição de AS MELHORES DA DINHEIRO. O anuário não premia, entretanto, apenas as empresas que se destacaram no quesito financeiro. Divididas em 27 setores econômicos, as companhias foram classificadas a partir de cinco critérios de gestão: sustentabilidade financeira, responsabilidade social e ambiental, inovação e qualidade, governança corporativa e recursos humanos. A aferição de desempenho em cada um dos critérios considerou dados fornecidos pelas próprias companhias, o que faz do anuário o mais confiável e completo do País.
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