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Mudanças exigem novos perfis de profissionais e de cursos
JORNAL DO COMÉRCIO (Porto Alegre - RS) - 25/08/2008
Diante de tantas mudanças que ocorrem na contabilidade brasileira, os papéis da educação e da empregabilidade também se alteram. "O momento é de grandes esforços das companhias, dos auditores, dos diversos organismos e profissionais de contabilidade
e finanças e, também das entidades reguladoras nos processos de regulação, disseminação, orientação e aprendizado das modificações", destaca o presidente da Academia Brasileira de Contabilidade e membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República, o empresário Antoninho Marmo Trevisan.
De acordo com ele, o movimento mundial de adoção das normas internacionais de contabilidade caminha aceleradamente para uma harmonização. Portanto, a capacitação ampla de profissionais envolvidos com a gestão de informações contábeis, financeiras e econômicas das empresas se faz cada vez mais necessária.
"Em Gramado, debateremos as mudanças que têm ocorrido no campo das profissões e ocupações, os reflexos esperados dessas transformações e o papel da educação para a empregabilidade focada na área de negócios."
Trevisan afirma que os principais reflexos são as novas responsabilidades. "É assim que o profissional de Ciências Contábeis deve encarar as excelentes oportunidades que se abrem no atual mercado de trabalho. Mais do que registrar o que ocorre na empresa, o contador assume uma função de norteador dos negócios, contribuindo decisivamente na estratégia da organização." Ele garante que certamente haverá vagas para profissionais com este novo perfil.
Para tanto, o empresário salienta que a formação do profissional oriundo dos cursos de graduação e pós em Ciências Contábeis do Brasil deve incluir não só preparo nas finanças, economia e gestão, mas também em ciências humanas, ética e responsabilidade socioambiental. "Manter, atualizar e expandir os conhecimentos dos participantes se fazem necessários para a atuação nas áreas de contabilidade internacional. Controladoria e auditoria independentes devem ser a tónica dos cursos na área contábil", afirma ele.
O presidente lamenta que o exame nacional de avaliação do desempenho dos alunos de Ciências Contábeis realizado no ano de 2006 (Enade) tenha revelado uma grande deficiência na formação do profissional. "Um percentual inferior a 3% dentre as 772 escolas superiores que participaram do exame alcançou a nota máxima. É muito pouco e revela um quadro preocupante. Uma revisão do conteúdo oferecido pelas escolas que não atingiram a média se faz urgentemente necessária."
Agenda
Painel 16: Mudanças no cenário das profissões: educação e empregabilidade
28 de agosto - quinta-feira Das16h30minàs18h Auditório Getulio Vargas
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