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A liderança do Brasil no negócio agrícola
A Cidade - São Paulo - SP - 05/12/2007
Antoninho Marmo Trevisan *
O Brasil está prestes a pular para a categoria de país muito atraente para o investidor internacional. As estatísticas já mostram que o país é o 5º destino de investimentos externos, logo atrás de China, Índia, Estados Unidos e Rússia. A taxa média de crescimento do PIB está na casa dos 5%, ainda um pouco tímida perto da Índia e da China e mesmo em relação as necessidades de geração de emprego. Mas, não se pode negar, estamos no caminho certo. Taxa de juros em queda (mas ainda extremamente elevada), inflação controlada e o setor exportador se mantendo vigoroso apesar do aperto cambial. Desta vez a abertura de novos mercados tem ajudado, mas o que tem garantido esta evolução são os preços das commodities. Até quando parece ser a grande questão. Enfim, boa parte dos investidores mantém a confiança no país.
Mas o fato é que o brasileiro tem a vocação de empreender. Percebe mudanças, adora desafios, vibra com inovações, persiste, vê oportunidades, sonha com realizações, acredita no impossível e adora trabalhar. É por isso que somos mais de três milhões de micros, pequenas e médias empresas no país. Esse comportamento explica porque - apesar das altas taxas de juros e carga tributária elevadíssima - novos negócios florescem e as encubadoras de empresas não param de crescer.
Fazendo uma análise de alguns setores específicos da economia brasileira podemos observar que os preços internacionais dos principais produtos agrícolas devem continuar valorizados no mercado internacional. Merece especial destaque o preço do milho, que graças ao programa de produção de etanol nos Estados Unidos deve ter sua demanda pressionada. A produção de grãos deverá acusar moderado crescimento ao longo do ano, apesar de possíveis problemas climáticos e da descapitalização dos produtores, que continuarão sofrendo as conseqüências da valorização do real. O desempenho do setor sucro-alcooleiro continua vigoroso com grandes perspectivas de crescimento em 2008, sobretudo a produção de álcool combustível para exportação.
O Brasil mantém a liderança no comércio internacional de biocombustíveis. Detém tecnologia de ponta invejável ao olhos estrangeiros. Diante dessa vantagem, o Ministério da Agricultura já trabalha com projetos de implementação de ações para promover os produtos agroenergéticos com o objetivo de impulsionar ainda mais o desenvolvimento do país.
A agroenergia, como vem sendo chamada, faz parte da política ambiental brasileira e está em perfeita sintonia com o Protocolo de Quioto, que trata do aumento da utilização de fontes renováveis de energia.
O setor agrícola se consolida como alternativa econômica, social e ambiental, no que se refere à geração de energia renovável. O álcool brasileiro é exemplo de sucesso na substituição dos combustíveis fósseis, poluidores e que estão nas mãos de uma minoria mundial.
Na indústria, o melhor desempenho aparece nos setores siderúrgico, petroquímico, de produtos de informática, de material de construção e automóveis.
O aumento da renda disponível ao consumo, puxada pela recuperação do poder de compra dos salários, a redução das taxas de juros e a expansão nos prazos de financiamento, impulsionará as vendas no comércio ao longo dos próximos meses. Espera-se para 2007 vendas do comércio 6% superiores às registradas em 2006. Crescimento que deve se repetir em 2008.
Há grandes expectativas para um crescimento vigoroso do setor imobiliário, impulsionado pela expansão do crédito. Em 2008, o mercado financeiro deverá bater novos recordes de movimentação de capitais, substancialmente, graças ao ingresso de novas empresas na Bolsa de Valores e a entrada de investimento direto estrangeiro para aplicações em fundos de investimento no Brasil.
O emprego e a renda do brasileiro também melhoraram. A taxa de desemprego recuou em 2007 em relação ao ano anterior. É possível que esta tendência continue em 2008. O rendimento médio tem apresentado pequeno avanços, devido ao aumento do salário mínimo, aos reajustes reais das categorias profissionais e, sobretudo, ao controle da inflação. Para 2008, espera-se a continuidade dessa expansão.
Mas o que pode limitar ou frustrar esse crescimento vigoroso não é a ausência de infraestrutura adequada, mas sim o baixo nível do nosso capital intelectual. Capacitar pessoas para essa sustentar essa retomada será o grande desafio dos próximos anos.
E tem sido principalmente por essa razão que escolas de negócios estão se modernizando e buscando estar próximas as regiões onde esse crescimento deverá se apresentar de maneira acelerada. É certo que o interior do estado de São Paulo será uma dessas regiões. E esta foi uma das razões que nos apontaram a oportunidade de abrir uma escola de especialização e pós graduação em negócios nesta região. Escolhemos Ribeirão Bonito, pequena e bela cidade fincada no centro geográfico do Estado e lá construímos um campus dotada de todas as necessidades para a aprendizagem e a reciclagem de executivos e estudantes universitários em processo de conclusão de curso. Queremos auxiliar na capacitação dos profissionais da região e atrair dirigentes da capital e de cidades mais distantes para experimentar o quanto é eficaz a volta aos bancos escolares num ambiente interiorano, tranqüilo, agradável e sobretudo acolhedor.
Venha conferir.
Autor: Antoninho Marmo Trevisan* é presidente da BDO Trevisan, Trevisan Consultoria, Trevisan Outsourcing e diretor da Trevisan Escola de Negócios.
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