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Integrantes do conselhão criticam adiamento da reforma tributária
LORENNA RODRIGUES
da Folha Online, em Brasília
Integrantes do CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, chamado de conselhão, criticaram nesta terça-feira o adiamento do envio da proposta de reforma tributária ao Congresso Nacional. O ex-governador do Rio Grande do Sul e coordenador da reforma tributária no conselho, Germano Rigotto (PMDB), declarou que, com o atraso, há o risco de que o projeto não seja votado ainda no atual governo.
"Se nós não tivermos essa reforma tributária, reforma política e da previdência avançando agora, dificilmente vai avançar no último período do governo. Não vai ter outra forma que não discutirmos em 2010 uma constituinte", disse.
Ele observou que dificilmente Estados e associações entrarão em um consenso e pediu que a discussão da reforma tributária seja feita rapidamente.
O empresário Toninho Trevisan, que também faz parte do conselho, disse estar frustrado com o adiamento.
"O governo deu um passo para trás. Nós todos nos empenhamos nesse projeto, nos entusiasmamos com as palavras do presidente Lula", afirmou.
Apesar de defender a reforma tributária, o presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, defendeu que a não-aprovação da prorrogação da CPMF. Ele afirmou que, apesar de o projeto da reforma tributária prever melhorias, somente o fim da CPMF trará uma desoneração tributária real, de 1,5% do PIB.
"Queremos começar a discutir urgentemente a reforma tributária, mas é uma discussão de meses. A questão da CPMF está na pauta nesse momento e abre as portas para a discussão da reforma tributária", declarou. VOLTAR |