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Marca histórica insere o debate da eficiência
28 de novembro de 2007 - Eficiência no planejamento e cobranças do resultados na gestão dos portos. Esta é a marca que o Brasil busca imprimir, destacou ontem o ministro-chefe da Secretaria Especial dos Portos da Presidência da República, Pedro Brito, na abertura das comemorações da "Abertura dos portos brasileiros - 200 anos de história'. "Este momento de comemoração pode servir como um marco na nova gestão portuária brasileira", afirmou ontem em São Paulo.
Organizada pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio SP) e pela Associação Nacional dos Usuários de Transportes de Carga (Anut), a série de eventos tenta estimular o avanço dos terminais no Brasil.
Recém-chegado de viagem ao exterior, o ministro Pedro Brito destacou em sua apresentação que os portos brasileiros devem estar preparados para a competição internacional e não entre si. Ele afirmou que, no exterior, há consenso que o crescimento econômico só é possível com portos modernos. Brito citou o Porto de Barcelona, que tem nomeação política, mas a gestão é feita por técnicos portuários. Também reforçou a necessidades de se investir nos acessos - aprofundamento dos canais - e no planejamento cada vez mais eficiente.
O presidente da Fecomércio SP, Abram Szajman, afirmou que, mais do que investimentos em portos, o Brasil tem de avançar em toda a sua infra-estrutura para tornar o comércio brasileiro competitivo em nível mundial. Szajman lembrou do caráter histórico da data, que inseriu o Brasil no comércio mundial. "Precisamos estar com toda a nossa infra-estrutura em condições de competir em um comércio global", afirmou.
O presidente da Anut, Paulo Protasio, afirmou que o governo brasileiro deve encontrar fórmulas de investimentos e gestão público-privado para conseguir uma evolução rápida em infra-estrutura, já que sozinho, disse, o Estado não tem agilidade e caixa para resolver os problemas nacionais. Ele cita como exemplo a criação de uma nova legislação, pensada entre empresários e governo, que pune empresas que não apresentarem capacidade técnica para fazer a dragagem dos portos.
Enquanto os portos avançam, Protasio afirma que as hidrovias, rodovias e ferrovias não têm a mesma evolução. Ele afirmou que o setor ferroviário está entregue a "um monopólio, que impõe preços" que não se justificam. Para a Anut, o modelo de concessão das ferrovias criou um "problema ao invés de solução". Em um seminário no dia 3 na Fiesp, a Anut vai debater com empresas concessionárias o atual modelo. "Vai quebrar o pau porque não concordamos com eles."
Abertura de Portos
Ainda em relação às comemorações de 200 anos de abertura dos portos, acontece amanhã um seminário para debater qual o futuro do Brasil no comércio internacional. Também será tratada questões de logística e modernização dos portos brasileiros. Participarão do evento, em São Paulo, o ministro Roberto Azevedo, subsecretário-geral do Ministério das Relações Exteriores para Assuntos Econômicos e Tecnológicos e Antoninho Marmo Trevisan, da Trevisan Consultoria.O evento tem como patronos o diplomata brasileiro Rubens Ricupero, ex-ministro da Fazenda e secretário-geral da Unctad (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento) de 1995 a 2004, e o engenheiro português Luís Valente de Oliveira, diversas vezes ministro em Portugal, nas pastas da Educação (1978/79), Planejamento (1985 a 1995) e Obras Públicas, Transporte e Habitação (2002/03) e representante do governo português em comissões técnicas da OCDE e do Conselho da Europa. (Wagner Oliveira - Gazeta Mercantil)
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