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Nova fase do SPED exige investimentos em TI
Decision Report - 02/01/2008

A partir de 2008, o Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) entra em uma nova fase. Em janeiro, algumas empresas selecionadas terão de substituir a emissão de livros contábeis em papel para o formato digital. O projeto visa dar mais agilidade aos processos de fiscalização e, de certa forma, transferir essa responsabilidade ao contribuinte, deixando à Receita Federal apenas o trabalho de cruzar os dados, e não de buscá-los.

Mas se por um lado o novo modelo pode significar maior transparência na relação das companhias com o Fisco e representar um redução de gastos com papel e impressão, por outro gera a necessidade de investimentos em sistemas de Tecnologia da Informação, seja em software complementares ao ERP ou na adequação e atualização tecnológica.

Segundo Alessandro Mendes, diretor de relacionamento da Trevisan Outsourcing e professor da Trevisan Escola de Negócios, empresas já bem estruturadas não terão problemas. De qualquer forma, existe a necessidade de investimentos em sistemas para fazer a comunicação com a Receita. “Será preciso fazer alguma customização ou implementar algum software complementar. Os grandes fornecedores de sistemas de gestão, principalmente os nacionais, já estão se movimentando”, declara o executivo.

Por outro lado, Mendes chama atenção para o fato de muitas empresas, mesmo de médio ou grande porte, ainda contarem com sistemas caseiros ou nem contarem com um sistema integrado. Essas companhias terão um ano para se adequarem, uma vez que as declarações referentes ao exercício de 2008 só serão feitas em 2009. “Muitas empresas ainda não se prepararam e terão de fazer isso em 2008. Resta um pouco mais de um ano”, alerta o consultor.

O SPED Contábil era para ter entrado em vigor no ano passado, mas foi adiado. Nessa primeira fase, que se inicia em janeiro, apenas empresas selecionadas pela Receita serão obrigadas a se enquadrar no sistema.

A partir de 2009, todas as organizações que declaram pelo lucro real também deverão abandonar os livros em papel e, no ano seguinte, todas as companhias entrarão no modelo. Além da parte contábil, o Sistema Público de Escrituração Digital ainda compreende a Nota Fiscal Eletrônica e o SPED Fiscal, que ainda não saiu do papel.

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