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Imprensa - Notícias

Lei gera descompasso na oferta de serviços
Gazeta Mercantil - São Paulo - SP - 22/02/2008

Pesquisa realizada pelas empresas de Trevisan Outsourcing e Trevisan Escola de Negócios, durante dois seminários realizados sobre o impactos da nova da lei nº 11.638 (que alterou a legislação contábil brasileira), com a participação de 146 representantes de empresas e órgãos de classe, mostra que há uma defasagem entre a procura e a oferta de profissionais especializados. Segundo a pesquisa, 57% dos participantes que trabalham em áreas que utilizam a lei relataram que não estão atualizados para atender à nova demanda, que foi promulgada em 28 de dezembro de 2007. Além disso, 65% informaram que a nova lei não é de fácil entendimento.

Na opinião de Luciana Massaro Onusic, coordenadora do curso de Ciências Contábeis da Trevisan Escola de Negócios, cabe às instituições de ensino superior adequarem os conteúdos ministrados nos cursos de Ciências Contábeis para atender à nova legislação, que terá grande impacto nas sociedades de grande porte. Adriana Dias, gerente do comitê de conhecimento da Trevisan Outsourcing, informa que, no Brasil, são 400 mil contabilistas e a esmagadora maioria é de profissionais formados de acordo com as regras das legislações anteriores. "A reciclagem profissional é uma realidade e é um dos muitos impactos da nova lei", disse.

De acordo com a pesquisa, os participante acreditam que a nova lei trará vantagens: 98% disseram que as demonstrações financeiras auditadas facilitam a obtenção de crédito. Já 92% afirmaram que as empresas para a qual trabalham sofrerão impactos devido à nova norma. Pela pesquisa, as principais áreas atingidas pela lei foram demonstrações financeiras auditadas (25%), escrituração mercantil (24%), demonstrações financeiras em padrões internacionais (22%), índices econômicos financeiros (16%) e comparabilidade setorial (12%). Outro ponto que também impactará nas empresas é a questão tributária.

De acordo com Marcos Venicio Sanches, sócio-diretor da BDO Trevisan, o texto original da lei mudou durante os sete anos de tramitação no Congresso. "A lei foi aprovada e sua aplicação será muito positiva. Porém, ainda existem lacunas que permitem interpretações distintas sobre itens importantes", afirma.

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