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Imprensa - Notícias

Lei das Sociedades Anônimas
Jornal do Comércio - Porto ALegre - RS - 06/02/2008

Ensino deve ser atualizado

Rocha defende a necessidade de atualização dos cursos de Ciências Contábeis
As disciplinas dos cursos de Ciências Contábeis nas faculdades e universidades devem ser atualizadas. A afirmação é da gestora do Comité de Conhecimento da Trevisan Outsorcing e professora da Trevisan Escola de Negócios, Adriana Dias. "É preciso incluir uma disciplina que aborde os padrões internacionais, oferecida até então em poucas instituições", exemplifica. .

Adriana diz que, em função da padronização das regras com o mercado internacional, as alterações dos critérios de registro e avaliação dos ativos e passivos das sociedades anônimas brasileiras pelo valor atribuído pelo mercado, garante mais realismo na análise das condições de solvência das companhias. Também a adoção da demonstração de fluxo de caixa e de valor adicionado traz significativas mudanças para o ensino da contabilidade. "As Instituições de Ensino Superior (IES), através do colegiado do curso de Ciências Contábeis, deverão adequar os conteúdos das disciplinas ministradas nos mesmos, assim como obrigará estas a desenvolverem atividades de atualização dos graduandos matriculados, pois a nova legislação afeta significativamente a atuação do futuro profissional de contabilidade".
O chefe de departamento de Ciências Contábeis da Ufrgs, professor João Marcos Leão da Rocha, concorda com a necessidade de modernização dos currículos universitários de acordo com os padrões internacionais. "Sem isso, o aluno terá ausência de conhecimento sobre temas que serão cobrados a partir de agora."
Adriana defende a atualização permanente dos profissionais da contabilidade, sobretudo com as novas exigências do mercado, tendo conhecimento pleno a nova Lei Contábil 11.638/07 que atualiza a Lei 6404/76. "Cabe às instituições de Ensino Superior adequar seus conteúdos ministrados nos cursos de Ciências Contábeis para atender à nova legislação, -que terá grande impacto nas sociedades de grande porte", diz.

Harmonização aumentará a competitividade

Os avanços nos negócios com as transações internacionais entre empresas (clientes, fornecedores); a colocação de ações e títulos em qualquer praça financeira mundial (mercado de capital globalizado); a obtenção de empréstimos e financiamentos internacionais; a compra e venda de empresas por estrangeiros; a redução de riscos e incertezas investidores, a redução de custos e juros, a maior credibilidade (transparência) nos negócios estão demandando com urgência uni sistema mundial de informação em uma linguagem única de Demonstrações Contábeis globais.
Com o processo de harmonização em andamento, muitas discrepâncias estão ocorrendo entre o modelo de informação financeira de um país para o outro, o que dificulta negócios e decisões entre empresas.

Segundo o professor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), contador Lorimar Francisco Munaretto, a situação do Brasil não é diferente. "Gradativamente os mercados deixam de ser locais, regionais ou nacionais para serem internacionais e para a obtenção de maior competitividade e facilidade nos negócios internacionais há necessidade de se adequar ao sistema mundial de informações."

Este ambiente vai exigir novas ações e procedimentos das entidades profissionais e reguladoras, do governo, das empresas, das instituições de Ensino Superior e principalmente dos contadores. "Podemos dizer que estamos passando por um período de grandes desafios, de muitas alterações das atividades, mas que podem gerar grandes oportunidades para as empresas e para os profissionais da contabilidade", afirma Munaretto.

A análise das principais alterações na legislação contábil nos últimos anos, como a entrada em vigor do novo código civil através da Lei n° 10.406/2002, deu maior visibilidade às atividades e responsabilidades do profissional da contabilidade. "A alteração de maior relevância no que se refere aspectos contábeis das sociedades foi através da chamada nova lei contábil, que está alterando e revogando diversos artigos da Lei n° 6404/76, l Lei das Sociedades por Ações, que foi editada a mais de 30 anos no período ditatorial", diz Munaretto.

As novas medidas têm o objetivo principal de harmonizar as normas contábeis brasileiras aos padrões internacionais. "Com isso, desde l de janeiro de 2008, os procedimentos contábeis das empresas do Brasil (sociedades anônimas e sociedades de grande porte) se moldam gradativa-mente aos interesses de diversos usuários situados em diversas partes do mundo."

As novidades alteram as demonstrações financeiras, o balanço patrimonial, demonstração do resultado do exercício, demonstração dos fluxos de caixa e do valor adicionado e de demonstrações financeiras (contábeis) de sociedades de grande porte.

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