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Governo pode mudar proposta
Jornal de Piracicaba - 29/02/08
Após a aprovação o teto da alíquota
do IR pode ser reduzido
Menos de uma semana após a apresentação
da proposta de reforma tributária ao Congresso Nacional,
algumas alterações já começam
a ser cogitadas pelo próprio governo federal. O presidente
da consultoria Trevisan, Antoninho Marmo Trevisan, membro
do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e
Social, revelou ontem que o ministro da Fazenda, Guido Mantega,
analisa a possibilidade de incorporar o salário-educação
ao IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), e não
ao IVA (Imposto sobre o Valor Adicionado) federal, como propõe
o projeto.
Segundo ele, o motivo dessa mudança é diminuir
a base de incidência do IVA federal, que substituirá
a Cofins (Contribuição para Financiamento da
Seguridade Social) e o PIS (Programa de Integração
Social), que incidem sobre o faturamento das empresas, e a
Contribuição de Intervenção no
Domínio Econômico (Cide), cobrada sobre os combustíveis.
Esses tributos incidem sobre praticamente tudo que é
produzido no país, de bens a serviços.
Já a base de cálculo do IPI é mais reduzida
e poderia incorporar o salário-educação
sem grandes impactos, avalia o governo. Esse imposto não
incide sobre serviços, produtos destinados à
exportação, energia elétrica, combustíveis
e demais derivados do petróleo, por exemplo.
Segundo Trevisan, essa alteração poderá
ser feita por meio de uma lei complementar à proposta
da reforma. Ele disse também que após a aprovação
da reforma pelo Congresso Nacional, o governo estuda diminuir
o teto da alíquota do Imposto de Renda dos atuais 27,5%
para 25%.
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