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Consolidação
do outsourcing
TI Inside - 09/06/2008
Em pesquisa realizada com 2.850 empresas de todo o Brasil,
o Anuário Brasileiro do Setor de Serviços, de
2007/2008 mostra que 92% das empresas acreditam que outsourcing
é uma tendência mundial; e 86% já utilizou
ou utiliza algum tipo de serviço de outsourcing.
Manter o foco no seu core business é
o principal objetivo para a contratação de uma
empresa de outsourcing. Noventa e um por cento das empresas
pesquisadas pelo anuário disseram que esta contratação
tem este objetivo. Isso comprova que a prática já
faz parte do dia-a-dia das organizações na busca
por maior participação em seus mercados de atuação.
A realização da prática
de outsourcing começou em meados da Segunda Guerra
Mundial, quando a indústria bélica americana,
devido a enorme demanda, estava em franco crescimento. Para
tentar suprir os pedidos de armamentos, as empresas contrataram
alguns serviços de outras companhias.
No Brasil, esta prática levou mais algum
tempo para chegar. Inicialmente, o conceito de terceirização
foi disseminado entre as empresas, oferecendo ganhos de produtividade.
Com a evolução das empresas e do mercado, as
necessidades na área aumentaram.
Até o final da década de 60, a
técnica parecia que nunca se estabeleceria no País.
Porém, em 1970, foi criada a Associação
Brasileira de Empresas de Serviços Terceirizáveis
e de Trabalho Temporário. Quatro anos depois, foi regulamentada
a Lei 6.019, constando que o trabalho temporário é
aquele prestado por pessoa física a uma empresa para
atender à necessidade transitória de substituição
de pessoal regular e permanente ou acréscimo extraordinário
de serviço. Estes foram dois grandes passos para o
trabalho de outsourcing se estabelecer definitivamente no
Brasil.
No final dos anos 80, os serviços na
área eram basicamente de limpeza, vigilância,
alimentação e segurança. Na década
seguinte, atingiram outras atividades das empresas. O crescimento
de serviços de outsourcing na geração
de empregos entre 1985 e 1995 representou mais de 70%, sendo
o setor que mais expandiu nas regiões metropolitanas.
Em 1998, foi criado o Projeto de Lei 4.302, que atualiza a
Lei 6.019/74 e regulamenta a terceirização.
Assim, o setor de outsourcing no Brasil passou
a acompanhar o crescimento mundial da prática. Com
a industrialização e a urbanização
acelerada, houve um grande aumento da participação
do segmento na economia. Dados do Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE) e do Ministério
do Trabalho, em pesquisa realizada pela Universidade de Campinas
(Unicamp), apontaram que entre 1995 e 2005 os serviços
de outsourcing criaram 2,3 milhões de empregos formais,
o que equivale a 33,8% dos postos de trabalho do setor privado.
De acordo com o Anuário Brasileiro do
Setor de Serviços, dois fenômenos estiveram presentes
na história destas atividades no século XX.
O primeiro, se refere ao crescimento quantitativo destas atividades,
em termos da geração de emprego e de produto;
o outro, se relaciona à diversificação
das atividades do setor.
Atualmente, os setores a utilizarem os produtos
oferecidos por empresas de outsourcing incluem TI, administração
geral, tributárias, recursos humanos, contábil,
finanças, dentre outros. Os ganhos com a prática
de outsourcing obtiveram muita importância e são
imensos para as contratantes, como desenvolvimento econômico,
especialização de serviços, competitividade,
aumento de qualidade, controles adequados, diminuição
de desperdício, valorização dos talentos
humanos e maior lucratividade e crescimento. Ou seja, passaram
a ser imprescindíveis na manutenção e
conquista de mercado.
Nos últimos anos, diversos projetos sobre
terceirização foram apresentados no Congresso
Nacional objetivando aperfeiçoar a lei na área.
Atualmente, dois deles foram consolidados em um e tramita
nas comissões de trabalho da casa. Conforme descreve
este texto, o outsourcing vem gerando emprego há anos.
Portanto, torna-se imprescindível que a nova lei que
está sendo escrita para o segmento não ameace
a sua consolidação.
Roni de Oliveira Franco é sócio
da Trevisan Outsourcing e professor da Trevisan Escola de
Negócios.
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