Documento sem título

2009
Janeiro - Fevereiro
Março - Abril
Maio - Junho

2008
Novembro - Dezembro
Outubro - Setembro
Agosto - Julho
Junho - Maio

Abril - Março

Fevereiro - Janeiro

2007
Dezembro - Novembro
Outubro - Setembro

Imprensa - Notícias

A força da indústria nacional

São Paulo, 27 de Maio de 2009 - As fábricas de todo o mundo mudaram muito desde que o sociólogo e fotógrafo norteamericano Lewis Hine fotografou a cena acima. Nas primeiras décadas do século passado, Hine registrou o trabalho dos operários das fábricas e da construção civil, o que lhe rendeu um emprego como fotógrafo oficial do Comitê Nacional do Trabalho Infantil, em 1908.

Hoje, Hine encontraria um cenário muito diferente nas fábricas dos Estados Unidos - e também em outras partes do mundo, como o Brasil. O processo de modernização da indústria, que nos tempos de Hine foi marcado pela adoção de políticas de direitos do trabalhador e pela erradicação do trabalho infantil, acirrou-se ainda mais com a competição global.

A busca pela competitividade é a mesma, mas com ferramentas muito diferentes. Uma das formas que estão sendo utilizadas hoje para alcançar essa competitividade é a terceirização de processos. Segundo pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Indústria (CNI), mais da metade das indústrias brasileiras utilizam ou utilizaram serviços terceirizados nos últimos três anos.

Entre as pequenas empresas, a participação das que usam serviços terceirizados foi de 42%; nas companhias de médio porte, a participação sobe para 63% e, para as de grande porte, alcança 74%, o que mostra que a prática ainda não é tão difundida nas pequenas indústrias quanto nas grandes companhias do setor. No entanto, segundo especialistas como Emerson Casali, gerente executivo de relações de trabalho da CNI, a terceirização tende a se estender para as pequenas e médias empresas na medida em que isso gere eficiência nos processos. "Hoje, a empresa que não tem um modelo de negócios altamente produtivo fecha, porque a competição é global", sentencia.

Vagner Jaime Rodrigues , sócio da Trevisan Outsourcing, unidade da Trevisan que oferece serviços de terceirização nas áreas de administração e financeira, alerta para o fato de as empresas pequenas e médias levarem apenas a questão de custo na hora de optar ou não pela adoção da terceirização. "O pequeno e médio empresário se apega muito ao custo e não tem o conceito de terceirização muito definido. A maioria deles acredita que terceirização é só alocação de mão de obra", alerta.

Já do ponto de vista dos mercados, se a concorrência é global, a competência também deve ser. As micro, pequenas e médias indústrias brasileiras exportam mais de US$ 9 bilhões por ano. E o caminho para que elas sejam ainda mais competitivas está na criação de parcerias, indicam os especialistas.

"As pequenas dificilmente conseguem ter sucesso agindo sozinhas. Recorrer às tradings muitas vezes significa abrir mão da maior parte da margem. Portanto, acredito que o melhor formato seja atuar em parceria com outras empresas, especialmente no modelo de cluster", afirma o principal executivo da consultoria Dextron, Celso Ienaga.

Na avaliação do coordenador de projetos da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), Juarez Leal, o primeiro ponto que precisa ser avaliado é o da inteligência comercial. "Com a liquidez menor nos dias de hoje, há menos margem para risco. As escolhas têm que ser melhores", afirma ele.

E falando em aumentar competitividade, como as micro e pequenas indústrias podem conseguir mensurar esse conceito tão abstrato, com recursos escassos? Há um prêmio, o MPE Brasil, que oferece gratuitamente para os inscritos um relatório de avaliação da gestão. Podem concorrer empresas de todos os estados do País com receita bruta anual de até R$ 2,4 milhões e que tenham completado pelo menos um ano fiscal de funcionamento.

 

VOLTAR

Consultoria