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Via de mão dupla


Com a retração do mercado ocasionada pela turbulência financeira internacional, as empresas têm se adaptado ao novo sistema econômico, oferecendo novos preços de produtos e serviços ao mercado. Na esteira dessas mudanças, a terceirização se tornou uma opção interessante de se avaliar, face os ajustes que todas as instituições precisam fazer neste momento.

Anualmente, o setor de outsourcing movimenta mais de US$ 4 trilhões. Se as empresas atuantes nesta área conseguirem oferecer aos clientes as soluções necessárias, pode-se ter certeza que esse será um mercado que não terá tantos problemas com a estagnação econômica mundial.

Com o objetivo de trocar informações entre países e empresas sobre outsourcing, foi realizado recentemente na Califórnia (EUA), o único evento global do setor, o International Association of Outsourcing (IAOP).

De acordo com o encontro, a falta de inovação e a grande expectativa são duas das principais causas do desapontamento dos clientes com relação ao outsourcing. A Vantage Partners, firma americana derivada do Projeto de Negociação de Harvard, que auxilia empresas no alcance de resultados de negócios decisivos por meio da transformação do modelo de se negociar, foi quem realizou a pesquisa que comprova esta tese apresentada no evento.

É sempre importante que o prestador de serviço de outsourcing verifique se está atendendo todas as demandas solicitadas pelo cliente. Há alguns fatores que podem atrapalhar o andamento desta parceria, como a falta de informação proveniente do próprio cliente – ou não foi perguntado a ele corretamente as informações necessárias. Portanto, é de extrema importância que todos envolvidos tenham a ideia de que ambos os lados devem colaborar: o contratante determinando claramente o que quer, e a contratada esclarecendo todas as ações e problemas possíveis que, por ventura, possam advir com a iniciativa.

Como já dito, a inovação é uma das principais críticas das empresas contratantes. Mas, para que se construa ferramentas de trabalho adequadas, caímos novamente na questão da informação. Ou seja, só há como uma empresa de outsourcing oferecer novidades se conhecer exatamente o que se passa do outro lado.

Inovar, em geral, vem também acompanhado de aumento de custos. Para que isso não ocorra, é correto o outsourcing padronizar suas atividades? Mas o que é realmente importante? Qual é a real preocupação do cliente: o preço a ser pago pelo serviço ou correr o risco de não conseguir alavancar os negócios em um período econômico complicado? A partir da resposta da última pergunta, a prestadora de serviço contratada conseguirá iniciar e adaptar, da melhor maneira possível, as suas atividades dentro da contratante, fazendo com que tenha menos riscos aos negócios, com custos compatíveis e, claro, introdução de novidade.

Por fim, o fato é que, em todo o mundo, o processo de outsourcing é irreversível. É preciso acertar os pontos para que todas as partes interessadas – tanto a empresa contratante quanto a contratada – tirem o melhor proveito possível desta relação para os negócios. Não há como negar que um depende do outro. Basta haver parceria.

. Por: Roni de Oliveira Franco, especialista em finanças, gestão empresarial, gestão de outsourcing, sócio da Trevisan Outsourcing e professor da Trevisan Escola de Negócios. |
Email: roni@trevisan.com.br

 

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