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Grupo Trevisan planeja elevar participação em educação

Antoninho Trevisan, presidente da holding, busca parcerias para implantar o modelo educacional em algumas universidades do Brasil

Fortalecer a atuação no ramo de ensino no Brasil na área de Ciências Contábeis, ao criar um novo braço de negócios, é o plano da holding Trevisan, composta por quatro pilares: BDO Trevisan Auditores, Trevisan Consultoria, Trevisan Outsourcing e Trevisan Escola de Negócios. A empresa, fundada e presidida pelo expert no assunto Antoninho Marmo Trevisan, acaba de ser premiada como a mais admirada pelos leitores do DCI na área de "Auditoria, Consultoria e Contabilidade", este ano.

De acordo com o presidente da holding, essa eleição deve-se ao fato de a empresa ter sido a primeira a oferecer, este ano, seminários sobre as novas normas de contabilidade internacional, por conta da Lei nº 11.638, aprovada em 2007. "No começo deste ano já estávamos ministrando o primeiro seminário para avaliar o novo cenário, principalmente em empresas que não precisavam ser auditadas, organizações não-governamentais e cooperativas", declarou Antoninho Trevisan.

A lacuna no mercado voltado ao ensino contábil compreende os próximos planos da companhia, já em vias de finalizar a formatação de um plano para atuar com maior ênfase na educação e fazer transferência do sistema de educação contábil Trevisan para outras instituições, ou, ainda, ser um quinto braço da holding.

"O formato versa a transferência de sistema de educação. No Brasil há 772 cursos de Ciências Contábeis. Desenvolvemos um sistema de educação, sobretudo de contabilidade e controladoria, testado inúmeras vezes. Torna-se natural difundir o conhecimento como sistema educacional. Além disso, existe o fato da minha trajetória no mundo da contabilidade. São 38 anos no mercado."

Embora o termo franchising não seja o mais correto para explicar a estratégia do negócio, Trevisan lembra o exemplo da maior rede de fast-food do mundo. "Faço a analogia com McDonald's, que tem uma loja própria e seus franqueados. Existirá uma matriz e vários outros núcleos menores. Queremos ter um padrão Trevisan, assim como há no mercado o padrão da rede COC de ensino, o do Anglo, etc", explicou.

Escola carioca

Segundo o empresário, a Trevisan irá inaugurar dia 9 de dezembro a terceira unidade, no Rio de Janeiro, da Trevisan Escola de Negócios, o que demonstra seu pique para manter investimentos e continuar a crescer no mercado. Outro fato que o presidente da holding destaca é que muitas empresas do nacionais enviam alunos para estudar na Trevisan Escola de Negócios. "Hoje há uma corrida de profissionais da área de Administração, Direito e Economia, entre outros, em busca do curso de Ciências Contábeis, para ter o registro no Conselho de Contabilidade. É uma demanda que foi criada. Nossa escola é uma das líderes na capacitação."

Na classificação de 2007 do Ministério da Educação (MEC), através dos resultados do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade 2006), a Trevisan Escola de Negócios obteve conceito máximo (nota 5) ao curso de Ciências Contábeis no índice que avalia o desempenho dos alunos. Daí o plano de investir forte nessa área. "Estou disposto a ouvir cursos, instituições e escritórios de contabilidade em todo o Brasil para tratarmos da metodologia. Tentaremos parcerias ou faremos transferência de know-how. O universo da educação é grande. Temos de ser rápidos devido à convergência das leis contábeis. As escolas atuais estão muito defasadas", crê.

Para Trevisan, pode-se dividir a história contábil brasileira em três grandes momentos: "Em 1940, a lei mostrou ao proprietário e a credores o que havia de patrimônios. Em 1976, a lei abriu a contabilidade das empresas S.A. aos acionistas minoritários. Isso foi fundamental às companhias brasileiras em bolsa de valores. E em 2007, a lei reconheceu que o Brasil fazia parte do mundo, pois a lei diz que a contabilidade tenha os mesmos padrões de contabilidade do mundo. Há coincidência aqui: a cada 30 anos acontece alguma grande mudança".

Crise

Para Antoninho Trevisan, muitos jornais exageram na análise da crise mundial, "afinal o Brasil, na última década, recebeu de US$ 200 a US$ 300 bilhões ao ano, em investimentos diretos de empresas estrangeiras. É mais de investimento do que nos últimos 100 anos de história".

Ele reflete que não se pode esquecer o fato de que 85% do PIB são produzidos no mercado interno. "Não obstante, temos 30 milhões de brasileiros que recentemente ascenderam ao consumo. Isso é importante para pensarmos no futuro da economia."

Fortalecer a atuação com um conceito de negócio voltado ao ramo de ensino no Brasil, basicamente na área de Ciências Contábeis. Este é o plano da rede Trevisan, que atua com destaque no mercado de auditoria, consultoria e outsourcing.

Fundada e presidida por Antoninho Marmo Trevisan, a holding pretende criar um padrão educacional, "como há no mercado o padrão da rede COC de ensino, o do Anglo", explicou o empresário. Segundo ele, a previsão é criar esse novo braço de atuação até o ano que vem, de olho em parcerias.

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