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Teoria e prática no currículo acadêmico
JORNAL DO COMMÉRCIO (Rio de Janeiro - RJ) - 10/09/2008
Antoninho Marmo Trevisan
Presidente do Conselho da BDO Trevisan, presidente da Trevisan Consultoria e Outsourcing, diretor da Trevisan Escolade Negócios e membro do Conselho deDesenvolvimento Econômico e Social (CDES)
Não há dúvidas de que a aproximação entre a sala de aula e o mundo dos negócios é fundamental para o sucesso do graduando. Assim, mesclar aulas com mestres e doutores, responsáveis pela base teórica e humanística, e profissionais com larga experiência de mercado, proporcionando ao aluno uma possibilidade única de exercitar as principais práticas de mercado, tem sido fundamental para a formação de profissionais aptos a atender às demandas do crescimento econômico sólido e sustentável do País.
No processo de desenvolvimento desse profissional, a formação deve estimular a conquista de habilidades importantes. A primeira delas refere-se às competências intelectuais, que incorporam aptidão de reconhecer e definir problemas, equacionar soluções, pensar estrategicamente, introduzir modificações no processo de trabalho, atuar preventivamente, transferir e generalizar conhecimentos. Outra competência refere-se à aplicação de conhecimentos técnicos, métodos e equipamentos necessários à execução de tarefas específicas. Inclui, também, o gerenciamento do seu tempo e espaço de trabalho.
Na área das competências organizacionais, é necessário construir a habilidade de autoplanejar e de se auto-organizar. No que se refere à comunicação, é imprescindível o potencial de expressão e interação com seu grupo, superiores hierárquicos ou subordinados, além da cooperação, bom trabalho em equipe, diálogo, exercício da negociação e de comunicação interpessoal.
No que tange aos aspectos sociais, deve-se ter habilidade para atualizar todos os conhecimentos obtidos através de fontes, meios e recursos diferenciados, nas diversas situações encontradas no mundo do trabalho, isto é, da capacidade de transferir conhecimentos da vida cotidiana para o ambiente de trabalho e vice-versa. No campo das aptidões comportamentais, iniciativa, criatividade, vontade de aprender, abertura às mudanças, consciência da qualidade e das implicações éticas do seu trabalho são premissas básicas.
Há, ainda, as competências políticas, que envolvem habilidade de refletir e atuar criticamente, implicando a interação com atores sociais dotados de interesses próprios, que se tornam interlocutores legítimos e reconhecidos, e competências específicas, incluindo capacidade de formular e propor soluções a problemas, analisar, planejar, implementar e controlar planos.
Há, portanto, uma série de disposições necessárias para o profissional ingressar no ambiente de trabalho de maneira decisiva e capaz de contribuir para a empresa nesse novo cenário econômico do País e do mundo. Não devemos imaginar que todas elas podem ser absorvidas no ambiente escolar ou mesmo adotadas imediatamente após o formando deixar a sala de aula. Porém, parte delas pode ser transferida antecipadamente. Para isso, no entanto, é preciso conjunção plena de teoria e prática no currículo acadêmico.
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