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Prática da governança corporativa requer estruturação
JORNAL DO COMÉRCIO (Porto Alegre - RS) - 24/09/2008
O meio empresarial brasileiro, em especial o gaúcho, passa por uma fase de mudança. A alteração diz respeito à necessidade que os administradores sentem de sair da informalidade na gestão dos negócios. Para isso, as empresas estão se estruturando e buscando boas práticas de governança corporativa, onde entram o apoio da contabilidade na tomada de decisões e o uso dos atos contábeis como estrutura básica para qualquer tipo de negociação. "A contabilidade, dessa forma, passa a ser o elemento mais empregado na gestão", diz o sócio-responsável pela PricewaterhouseCoopers na região Sul Carlos Biedermann.
"Os empresários perceberam que a informalidade, o querer fazer tudo sozinho, prejudica a perenidade das negociações. Todo patriarca e fundador está percebendo que a forma de garantir que seu negócio se estenda e gere benefícios é ter uma estrutura firme." Nesse esquema entra o contador como peça fundamental no perfil de gerenciamento das empresas, sejam elas pequenas, médias ou grandes.
Também a informatização nos processos de controle das Receitas federal, municipal e estadual torna o contador cada vez mais uma figura essencial dentro das empresas. As novas tecnologias em vigor e em fase de implementação como a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) e o Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) fiscal e contábil dificultam a existência de operações informais no âmbito das empresas.
"As Receitas estão se estruturando para ter elementos de informação tão eficientes que isso torna difícil a informalidade por parte das empresas em relação aos registros contábeis", garante Biedermann. O profissional do meio passa a ser mais respeitado uma vez que tratará de informações mais corretas.
Na opinião da sócia da Trevisan Outsourcing e professora da Trevisan Escola de Negócios Geuma Campos Nascimento os fiscos e o governo federal têm contribuído para que as empresas valorizem mais o trabalho de seus contadores. O Sped contábil e fiscal, bem como a NF-e, contempla todos os dados de uma empresa, sejam eles quantitativos, qualitativos ou referentes à folha de pagamento, informações que o contador acompanha diariamente em seu trabalho. O Fisco está obrigando as corporações a ter sua contabilidade societária e tributária de forma organizada, pois será preciso enviar mais dados além dos já remetidos hoje.
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