Documento sem título

2010
Janeiro - Fevereiro
Março - Abril
Novembro - Dezembro

2009
Janeiro - Fevereiro
Março - Abril
Maio - Junho
Julho - Agosto
Setembro - Outubro
Novembro - Dezembro

2008
Novembro - Dezembro
Outubro - Setembro
Agosto - Julho
Junho - Maio

Abril - Março

Fevereiro - Janeiro

2007
Dezembro - Novembro
Outubro - Setembro

Imprensa - Notícias

Juros ainda desafiam o mercado financeiro

Mesmo contando hoje com as taxas básicas de juros mais baixas da história, o setor financeiro tem mantido spreads bancários em patamares extremamente elevados. "A minha preocupação não é a de reduzir o lucro do setor financeiro, mas, sim, viabilizar economicamente quem toma dinheiro emprestado", avalia o empresário Antoninho Marmo Trevisan, que é também membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES). "Quando a taxa de juros supera o retorno sobre o capital aplicado, a chance de inadimplência cresce astronomicamente", complementa.

Para Antoninho Trevisan, é importante que empresas, governos, entidades e instituições financeiras promovam um esforço conjunto para garantir que a redução do custo do dinheiro não fique apenas restrita à taxa Selic. "Mas se espraie na mesma proporção a toda oferta de crédito e alimente de forma equilibrada as necessidades do sistema produtivo brasileiro, único capaz de produzir riqueza", diz.

Retrato pós-crise
Segundo o empresário, tem se falado muito sobre o retrato da economia mundial que ficará a partir do pós-crise. "Para mim, o choque de realidade aplicado aos mercados está a exigir posturas mais cautelosas e atentas na gestão dos negócios. Quem dispõe de capital é muito mais seletivo e parcimonioso para disponibilizá-lo", comenta Trevisan.

"A crise financeira internacional não teve origem na América Latina, região que se encontra sólida, com liquidez e solvência", diz Ricardo Marino, presidente da Federação Latino-americana de Bancos (Felaban).

Ele reitera que, para que a América Latina assuma seu papel de líder global, é preciso que sejam implementadas algumas reformas estruturais na região, como: manter a estabilidade macroeconômica, por meio de políticas anticíclicas com foco na inflação e que mantenham a disciplina fiscal; e acelerar reformas que melhorem a transparência e a proteção do crédito.

Inclusão social
Outro desafio importante para a região é aumentar a banca-rização. A inclusão social passa por dar às famílias latino-americanas acesso a serviços bancários, que hoje, em média, é de apenas 36%. Nos Estados Unidos, a média é de 91%.

SAMIRA DE CASTRO
REPÓRTER

 

VOLTAR

Consultoria